Fradique Mendes foi um pseudónimo utilizado por Eça de Queiros para a realização das cartas feitas por tal. Estas cartas foram feitas e publicadas no Porto em 1900.
Aqui destacam-se três frases de algumas das cartas, seguindo-se estas:
"Pois apesar dos meus cinquenta anos já bolorentos e da minha ferrugenta fidelidade a Virgílio, a Horácio e à Antologia, eu penso que esta poética aproveita, consideravelmente, a todo o poeta que nos começos da gentil carreira a cultive com sagacidade e com método."
"Dentro dessa confecção banalizadora e achatante, o poeta perde a fantasia, o dândi perde a vivacidade, o militar perde a coragem, o jornalista perde a veia, o crítico perde a sagacidade, o padre perde a fé e, perdendo cada um o relevo e a saliência própria, fica tudo reduzido a esse cepo moral que se chama o conselheiro! "
"Há ai, diante dele, como o desejo servil de não sermos nós mesmos , de nos fundirmos nele, no que ele tem de mais seu, de mais próprio, o Vocábulo. Ora isto é uma abdicação de dignidade nacional."

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